Arquivo mensal: novembro 2011

4º Encontro Estadual de Museus de Minas Gerais será realizado em dezembro

Data de publicação: 11/11/2011

Por Superintendência de Museus e Artes Visuais

A Secretaria de Estado de Cultura de Minas Gerais Gerais, por meio da Superintendência de Museus e Artes Visuais – SUMAV, realiza nos dias 1º e 2 de dezembro o 4° Encontro Estadual de Museus de Minas Gerais. O evento contará com a participação de autoridades nacionais e de profissionais da área museológica e afins.

A realização da 4ª Edição do Encontro Estadual de Museus de Minas Gerais tem como objetivo principal apresentar e discutir os desafios contemporâneos dos museus e sua função na atualidade. Os desafios do atendimento ao público, das exposições e pesquisas serão o foco do encontro.

Clique aqui e confira a programação completa.


Serviço:

4° Encontro Estadual de Museus de Minas Gerais
Data:
1º e 2 de dezembro de 2011
Local: Sala de Cursos da Biblioteca Pública Estadual Professor Luiz de Bessa – Anexo Rua da Bahia 1.888 – Funcionários – Belo Horizonte
Informações: (31)3269-1136

Fonte: http://www.cultura.mg.gov.br/?task=interna&sec=3&cat=31&con=2401

 

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Câmara aprova universalização de bibliotecas em escolas públicas

Data de publicação: 29/11/2011

Por Tiago Miranda

A Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania aprovou na quarta-feira (23) proposta que exige a instalação de bibliotecas em todas as escolas públicas de educação básica e a presença de bibliotecários com formação de nível superior nessas bibliotecas. O texto também determina que o acervo desses locais seja permanentemente atualizado e mantido em local próprio, atraente e acessível, com disponibilidade de acesso à internet.

Aprovada em caráter conclusivo, a proposta segue para análise do Senado, se não houver recurso para o Plenário.

As medidas estão previstas no substitutivo da Comissão de Educação e Cultura aos projetos de lei 3044/08, do deputado Sandes Júnior (PP-GO); e 4536/08, do ex-deputado Marcelo Almeida. O texto altera a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB – Lei 9.394/96). A comissão acolheu o parecer do relator, deputado Sandro Mabel (PMDB-GO), que julgou apenas a admissibilidade da proposta (não analisou o mérito).

O substitutivo também estabelece que cada sistema de ensino, de acordo com as condições disponíveis e com as características locais, terá a prerrogativa de organizar o trabalho dos bibliotecários, admitido o atendimento a mais de uma biblioteca escolar por um mesmo profissional.

Segundo o texto, os sistemas de ensino da União, dos estados e dos municípios deverão garantir capacitação específica aos bibliotecários para atuar como mediadores entre os alunos e a leitura, de modo a contribuir para a formação efetiva de leitores. A proposta define um prazo de cinco anos para implementação das medidas previstas.

Legislação atual
A Lei 12.244/10 já determina que todas as escolas públicas e privadas do País tenham, até 2020, bibliotecas com pelo menos um livro por aluno matriculado. As diferenças da lei em relação ao projeto são:
– a lei determina a instalação de bibliotecas em escolas públicas e privadas; a proposta se refere apenas a escolas públicas.
– a lei estipula prazo de dez anos para sua implementação; a proposta não cita prazo.
– as bibliotecas, segundo a lei, devem ter pelo menos um livro por aluno matriculado; a proposta não cita a quantidade de livros.

Fonte: http://www.crb8.org.br/noticias_crb.php?codigo=355

Universitários mostram projeto para museu no estádio Santa Cruz

Data de publicação: 23/11/2011

Por EP Ribeirão

O Botafogo planeja construir um museu no estádio Santa Cruz para preservar a história e as conquistas do clube. A ideia surgiu de um grupo de estudantes de Publicidade e Propaganda do Centro Universitário Moura Lacerda. O projeto foi apresentado na noite desta terça-feira (22).

“Nós pesquisamos no mercado possíveis clientes para o nosso trabalho de conclusão de curso. Somos seis alunos e escolhemos o Botafogo por ser o time de maior expressão da nossa região. Entramos em contato com a direção do clube e fomos muito bem recebidos”, explicou Bruna Murtha, uma das alunas envolvidas no projeto.

Após estudar as necessidades do clube, os alunos chegaram à ideia de construir um museu. “Sentimos a necessidade de um lugar onde as pessoas possam ir e conhecer a história do time. Na capital e no litoral, Santos, São Paulo e Corinthians possuem um museu, mas no interior, não há nenhum projeto neste sentido”, afirmou Bruna.

O projeto foi realizado pela arquiteta Rita Fantini, que, durante o evento, apresentou imagens de como ficará o museu. O local será construído dentro do estádio.

“A ideia é fazer um museu que não fique concentrado em uma sala. Ele vai ocupar alguns espaços que são áreas administrativas. Não será um museu grande, mas organizará o acervo que o clube tem”, esclareu a arquiteta. “Vamos ter que derrubar algumas paredes para aumentar o espaço, mas material para o museu nós temos bastante”, completou Silvio Martins, presidente do Botafogo.

Pedra Fundamental

Apesar de ter o projeto pronto e também ter local definido para o museu, o Botafogo e os alunos buscam parceiros para que a ideia se torne realidade. “Este evento foi a pedra fundamental. O grupo de possíveis patrocinadores é forte, se abraçarem a causa, vamos poder construir o museu rapidamente”, disse Silvio Martins.

“Este evento é para tirar a ideia do papel. A gente espera que daqui um ano e meio, o museu seja inaugurado”, concluiu Bruna Murtha.

Homenagem

A direção botafoguense já definiu o nome do espaço. O museu será chamado Comendador Laerte Alves, em homenagem ao ex-presidente, falecido em 2007, que comandou o clube de 1994 a 1997.

Fonte: http://eptv.globo.com/ribeiraopreto/esportes/NOT,2,2,380393,Universitarios+mostram+projeto+para+museu+no+estadio+Santa+Cruz.aspx

Alunos veteranos de graduação têm novas datas de matrícula

Data de publicação: 28/11/2011

Por UFMG Notícias

As datas de matrícula dos alunos veteranos dos cursos de graduação da UFMG foram alteradas. Inscrições para matrícula no primeiro semestre letivo de 2012 e preenchimento de questionários de avaliação de disciplinas, que acontecem via internet, marcados anteriormente para o período de 28 de novembro a 17 de dezembro, ocorrerão entre 5 e 16 de dezembro de 2011.

Outras datas também sofreram alteração. A verificação do resultado do requerimento de matrícula online será realizada no dia 23 de dezembro. Nos dias 27 e 28 do mesmo mês deverá ser feita a solicitação de matrícula em novas disciplinas, também via internet, para o primeiro semestre de 2012. O acerto presencial de matrícula de alunos veteranos de graduação será feito nos colegiados dos cursos e foi mantido para os dias 30 e 31 de janeiro de 2012.

A solicitação de matrícula em disciplinas eletivas e em formação complementar, via internet, será realizado nos dias 6 e 7 de fevereiro de 2012. A verificação do resultado dessas matrículas será feita, também pela internet, no dia 13 do mesmo mês.

As mudanças foram aprovadas pelo Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe), em reunião realizada ontem.

Site: http://www.ufmg.br/online/arquivos/021866.shtml

Exibição de curtas dá sequência à mostra de cinema comentado na Ciência da Informação

Data de publicação: 18/11/2010

Por UFMG Notícias

Dois curtas-metragens darão prosseguimento à I Mostra de Cinema Comentado da Escola de Ciência da Informação iniciada este mês: A fuga do fantoche e Acorda… Quem sonha dorme. As exibições, que contarão com a presença dos autores dos vídeos, acontecem hoje, às 20h, no Auditório Azul da ECI.

De autoria do cineasta, arte-educador e músico Maurício PC, A fuga do fantoche retrata situações e pensamentos comuns, em uma ação diante da inesperada trajetória em busca da felicidade a qualquer preço. Já Acorda… Quem sonha dorme… relata tentativa frustrada de volta ao mundo de bicicleta. O vídeo foi feito pelo aluno de biblioteconomia da UFMG C. Henrique F. Costa.

A programação terá sequência no próximo dia 24 e será encerrada em 1º de dezembro. A mostra é iniciativa do Diretório Acadêmico da ECI.

Outras informações pelo telefone 3409-5224.

Fonte: http://www.ufmg.br/online/arquivos/021755.shtml

Por que não se vai mais a museus?

Data de publicação: 17/11/2011

Por *Marcos Hiller

Atualmente, o cidadão contemporâneo se vê diante de uma variedade de ofertas de entretenimento, produtos e serviços jamais vista. Paralelo a isso, os meios tradicionais de comunicação carregam uma inédita descrença por parte desse consumidor. E como pano de fundo disso, percebe-se na contemporaneidade, um cidadão com um nível de exigência visivelmente atípico, e com uma vasta possibilidade de formas de entretenimento e consumo de cultura em geral. E é justamente nesse contexto em que cidadãos, consumidores de entretenimento, tendem a se conectar a experiências mais relevantes e que estejam alinhadas com seu estilo de vida e, mais que isso, que não o transformem em mais uma pessoa sucumbida à massa. As pessoas hoje definem determinadas experiências de consumo como representantes de algo mais do que experiências aparentemente comuns de consumo.E por que não se vai a museus? Essa pergunta transita nas cabeças dos principais curadores de arte e diretores culturais do país. E uma série de hipóteses pode ser listada no sentido de compreender e elucidar esse problema. Museu é cansativo e na primeira saída o visitante vai embora, ou então perde muito tempo tentando entender a obra e esquece de se entreter. Dentro dessa hipótese, vale destacar o que cidades como Bilbao, na Espanha, fizeram. Algumas agências de turismo, no momento de desenhar rotas de passeio para turistas estrangeiros, colocaram a visita ao Museu Guggenheim justamente nos momentos de descanso.O fato é que hoje se evidencia uma crise no consumo de museus. Em uma rápida comparação com outras formas de consumo cultural, no teatro e no cinema, por exemplo, o espectador fica sentado e também absorve e consome cultura com um nível menor de esforço. Outro indício forte é que, por conta de avanços tecnológicos, outras formas de entretenimento, como a Internet e o uso de redes sociais, ganham uma envergadura bastante latente. Até mesmo a tradicional indústria do cinema, ainda assim, apresenta performances bastante satisfatórias, financeira e midiaticamente falando.

O que falta fazer para que o consumo de arte, de cultura, de museus ganhe mais visibilidade? O que esse texto se propõe fazer, ou seja, trazer essa discussão para o debate, já é um começo importante. Outra hipótese evidente é que arquitetos, curadores de exposições e profissionais de arte possuem conhecimentos de marketing relativamente incipientes. Aqui vale desdobrar outro questionamento: essa incumbência pertence a esses profissionais?Por exemplo, o arquiteto que, durante a idealização do projeto, decide colocar uma escada na entrada do museu, tem conhecimento que estudos hoje mostram que cada degrau na frente de uma loja representa 5% a menos de visitação? Ou então: um diretor de um museu que contrata e treina funcionários de linha frente, sabe que 70% dos fatores que fazem clientes não comprarem novamente de uma empresa são relacionados a problemas de atendimento?O que é possível identificar no processo de marketing de experiência é a busca pelo momento único de consumo, por um processo de encantamento exclusivo, sofisticado e que vise diferenciações máximas. E no segmento de museus, fundamentalmente em exemplos brasileiros, percebe-se uma completa despreocupação nesse sentido. O design sofisticado da arquitetura dos prédios busca sim um impacto visual, mas a forma como de divulgação das exposições, o treinamento de funcionários e a preocupação com a marca do museu evidencia uma lacuna nesse campo e, consequentemente, um convite para pesquisadores se concentrarem nesse tema.

*Coordenador do MBA em Gestão de Marcas (Branding) da Trevisan Escola de Negócios (@marcoshiller).

Fonte: http://www.onorte.net/noticias.php?id=35942

Seminário A Informação e o Conhecimento Sob as Lentes do Marxismo

O meio acadêmico, o segmento editorial e os meios de comunicação de massa têm dado destaque, através de diferentes abordagens, à relevância da informação e do conhecimento na sociedade contemporânea. Se o emprego das categorias informação e conhecimento tem sido frequente na ciência e no senso comum, por outro lado é cada vez maior a divergência nas perspectivas adotadas.

Na ausência de acordo em relação às interpretações propostas, somos desafiados por algumas indagações inquietantes. Como o modo de produção capitalista se apropria da informação e conhecimento para atingir se objetivo final, criar cada vez mais valor que se valoriza? Quais são os aspectos mais relevantes dos argumentos daqueles que advogam a emergência de novas categorias, como ‘trabalho imaterial’, ‘capitalismo cognitivo’ e ‘pós-grande indústria’? Em que medida essas hipotéticas transformações modificam o modo de produção capitalista e as relações de trabalho e assalariamento? Como se legitimou historicamente a apropriação privada da informação e do conhecimento, objeto de batalhas em que as armas são o direito de propriedade intelectual e o secretismo? Como se insere nesse cenário a ciência e seus avanços em áreas como nas tecnologias de informação e comunicação e na biotecnologia? Que contribuições são apresentadas por aqueles que defendem a dimensão dialética da educação?

Estas são algumas das questões que serão enfrentadas pelos participantes do Seminário A Informação e o Conhecimento Sob as Lentes do Marxismo.

Saiba mais: http://seminariomarx2011.eci.ufmg.br/

Los museos deben pensar en digital pero deben ser físicos

Data de publicação: 09/11/2011

Por Camilo Franco

La crisis ha situado a las grandes infraestructuras culturales a la presión de los presupuestos. La Cidade da Cultura reúne desde ayer a distintos responsables de grandes instituciones culturales internacionales para debatir qué orientación deben tener los centros en el contexto actual. Allegra Burnette es la responsable del espacio digital del MoMA de Nueva York.

-En la circunstancia actual, ¿cuál debe ser la manera de operar y los objetivos de un centro cultural?

-No tengo todas las respuestas posibles, pero creo que es un momento para detenerse, estudiar bien los objetivos de cada centro e intentar atraer a la sociedad que se sienta más cerca del centro y a aquellos públicos que estén más lejos de sus actividades. Creo que es importante que cada centro tenga su sello de identidad porque una vez que se consigue es más fácil atraer a los espectadores y a los patrocinadores.

-Tenemos una idea, quizá preconcebida, de que los grandes centros deben generar grandes culturas. ¿Cree que es más importante el gran espectáculo o la cultura de base?

-La clave puede estar en combinar ambas posibilidades. En los Estados Unidos la crisis ha obligado a algunos cambios. Muchos museos, ante la imposibilidad de alquilar exposiciones temporales, han sacado sus fondos de colección y están funcionado con esa propuesta. Puede ser cuestión de ir probando con cada público. Lo importante es mirar y ver qué hay de especial y trabajar sobre ello.

-¿Cómo influye la cultura digital en los museos físicos?

-Realmente pensamos en los conectados. Todo lo que hacemos en la red está ligado a los contenidos físicos del MoMa. La parte digital del museo se utiliza mucho para márketing, para promoción de manera que quien viene a visitarnos puede llegar con una idea del museo, pero aquellos que no pueden venir a visitarnos físicamente también pueden hacerse una idea del museo.

-¿Pero puede un museo ser solo digital?

-Adobe creó ese museo que solo se puede visitar en red. Nosotros pensamos que los museos deben pensar en digital pero deben ser físicos, deben tener ese espacio aunque piensen digitalmente.

-En muchos países europeos se está generalizando la idea de que los grandes centros culturales son un lujo que ya no nos podemos permitir. ¿Sucede lo mismo en los Estados Unidos?

-En Estados Unidos se están acometiendo proyectos de ampliación de algunos de los grandes centros culturales y también hay proyectos para la creación de algunos nuevos espacios. Es cierto que hay algunos proyectos que se han parado, pero el caso del Whitney que se está mudando y que tiene planes para seguir creciendo y de otros similares me lleva a pensar que en los Estados Unidos no hay la misma idea. Nosotros también nos expandiremos aunque necesitamos un poco más de tiempo.

-A la hora de valorar los proyectos ¿cómo se tiene en cuenta el número de visitantes?

-En el museo físico es muy importante porque el MoMA cobra entrada y por lo tanto tiene una repercusión directa. También nos importa porque nosotros intentamos asociar a los visitantes, ligarlos al museo. Esa implicación la buscamos tanto desde el punto de vista físico como en la cara digital del museo. Queremos que los visitantes mantengan la proximidad con el museo y formen parte de el como espectadores.

allegra burnette Directora Digital Media del Museum of Modern Art

Fonte: http://soledadgomez.visibli.com/share/hn3xQG

Dividido em tribos, movimento estudantil enfrenta radicalismos

Data de publicação: 07/11./2011

Por Clara Roman

O  coro “Ocupa! Ocupa!” contrapunha-se ao “Senta!Senta”, que tentava amainar o ímpeto de ocupação, na Assembleia Geral dos estudantes da USP do dia 1º  de novembro, que decidiu encerrar a ocupação da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e terminou com um grupo de alunos na reitoria da Universidade. Os gritos de guerra refletiam os sentimentos conflitantes entre os participantes do fórum, com aproximadamente mil pessoas. E que, quase uma semana depois, ainda fornece pistas sobre o complexo mosaico que é a maior universidade do país.

No dia 27 de outubro, a autuação de três estudantes da FFLCH por consumo de maconha iniciou um movimento de protestos contra a Polícia Militar na faculdade e, depois de uso de força de ambas as partes, a ocupação da administração da própria faculdade. No dia 1º, o movimento se mudou para a Administração Central. Na manha desta terça-feira 8 a Tropa de Choque da Polícia Militar entrou na universidade e executou a reintegração de posse decretada pela Justiça, desocupando o prédio e prendendo cerca de 70 estudantes.

Dos cerca de 89 mil alunos, a grande maioria divide seu tempo entre estudos, estágio e cursos de línguas. A despolitização é geral, ao contrário do que sugere a imagem do “estudante da USP” estereotipado nas últimas semanas.  Dentre os ativos no movimento estudantil, há tanto uma minoria afeita a gestos radicais, como é o caso dos três grupos que encampam a ocupação na reitoria, estudantes ditos “independentes”, cuja atuação ocorre sobretudo nos diversos centros acadêmicos das unidades, e militantes de partidos de alguma imersão na política “real”, mas tidos na sociedade como grupos de extrema-esquerda – entre eles, PSOL e PSTU são os mais expressivos.

A decisão de ocupar o prédio administrativo da reitoria no dia 1º criou uma polêmica sobre a validade ou não do ato. Isso porque a mesa da assembleia já havia decretado seu fim quando um grupo composto sobretudo de membros dos Movimentos Negação da Negação (MNN), LER-QI (Liga Estratégia Revolucionária – Quara Internacional) e Partido da Causa Operária (PCO) decidiram pela ocupação. Ao mesmo tempo, alguns alunos dizem que a mesa da Assembleia do dia 1º, que culminou com o ato, foi alvo de manobra.

Esse enfrentamento entre forças do próprio movimento estudantil é permeado pela questão da Polícia Militar no Campus e pela legalização da maconha. Nesse quesito, a divergência ocorre com a ala mais à direita, menos organizada em relação a movimentos e partidos, mas que soube preparar um protesto de cerca de 300 pessoas pedindo a presença da Polícia na terça-feira 1º – e que tem tido vertiginoso crescimento nos últimos anos.

O sociólogo Carlos Henrique Metidieri Menegozzo, especialista em movimento estudantil, tenta explicar o surgimento de tantas divergências no mesmo ambiente.  “A Universidade deixou de ser um espaço de convívio e de troca de experiência”, afirma. Segundo ele, um dos fatores é que, ao longo das últimas décadas, o ensino tornou-se mais técnico, houve uma desvalorização progressiva de cursos de áreas mais filosóficas e a comunidade universitária tornou-se diluída, fragmentada. Isso se reflete na sociabilidade dos estudantes. “O processo hoje é de formação de guetos dentro da universidade”, diz. “São diversas tribos unversitárias, que se diferenciam culturalmente, criando um problema de diálogo”, aponta.

No Facebook, trava-se outra batalha entre as diversas facções dos estudantes. Um cartaz com 1527 compartilhamentos circulava pela rede intitulada “Dois tipos de alunos da USP” com fotos dos protestos a favor da PM e os dizeres “O primeiro tipo estuda, trabalha, defende a lei, quer segurança na USP, agem democraticamente e não têm medo de mostrar seus rostos (sic)”  e fotos dos alunos da ocupação e a frase “O segundo tipo de alunos raramente estuda, não trabalham, desrespeitam a lei, defendem traficantes, impõem sua vontade de maneira não democrática e escondem seus rostos da mesma forma que os criminosos (sic)”. Outro, dizia “Eu não fumo maconha e sou contra a PM no Campus”.

Além da fragmentação e falta de diálogo, existe também a emergência de movimentos radicais para os dois extremos. São processos distintos, explica Menegozzo. Os da esquerda, na definição sociológica, são em parte resultantes de uma ideologia do descondicionamento de classe, “surgida quando o estudante é desobrigado de criar condições para seu próprio sustento”. Nesse caso, o estudante universitário, em sua maior parte de classe média e relativamente dependente dos pais, tem a impressão de que pode tudo.

“O aluno imagina que pode assumir um comportamento político desligado de condições materiais e de interesses de sua classe origem”, comenta o especialista. Essa ideologia, diz, é a base da construção de políticas muito extremadas, que não conseguem perceber certas limitações objetivas impostas ao avanço de suas lutas.

Já a direita, segundo Menegozzo, é reflexo da expressão de um movimento da classe média de maneira geral e que influencia o comportamento estudantil. “Com o governo Lula, há uma mudança no posicionamento das classes”, afirma. Enquanto segmentos da classe trabalhadora ascenderam a um status de classe média (a “Classe C”) e a classe rica foi favorecida pelas políticas econômicas, a “velha” classe média teve uma sensação relativa de perda de status e poder. O crescimento do pensamento conservador neste setor foi, portanto, uma reação a esse sentimento de “queda”. O movimento estudantil reproduz essa polarização, afirma o especialista. São exemplos disso as declarações contra as cotas raciais para o ensino superior, os movimentos contra nordestinos, entre outros.

Outro ponto destacado pelo pesquisador é a falta de diálogo entre a reitoria e os alunos. “O fato de a instituição estar fechada para o debate leva a uma certa polarização de posições”, comenta. Na mesma linha, a “grife” das humanas da instituição, como José Geraldo Souto Maior, da Faculdade de Direito, Vladimir Safatle, da Filosofia e Raquel Rolnik, da Arquitetura, manifesta-se contra o que chamam de autoritarismo da reitoria.

“A atual reitoria tem dificuldades de dialogar com todos os setores da comunidade acadêmica”, escreveu Safatle. “Há um enorme ‘déficit’ democrático na Universidade de São Paulo que de um tempo pra cá a comunidade acadêmica, integrada por professores, alunos e servidores, tem pretendido pôr em debate”, defendeu Souto Maior. Rolnik aliou esse debate também à falta de mobilidade espacial no campus como um dos fatores de insegurança no campus – que está no cerce, portanto, da discussão sobre o policiamento no local. “O modelo urbanístico do campus, segregado, unifuncional, com densidade de ocupação baixíssima e com mobilidade baseada no automóvel é o mais inseguro dos modelos urbanísticos, porque tem enormes espaços vazios, sem circulação de pessoas, mal iluminados e abandonados durante várias horas do dia e da noite”.

Fonte: http://www.cartacapital.com.br/blog/politica/dividido-em-tribos-movimento-estudantil-enfrenta-radicalismos/

Tecnologia valoriza profissões do passado

Data de publicação: 11/10/2011

Por O Dia

Por mais que a tecnologia venha dominando várias áreas de trabalho, algumas profissões convivem em total sintonia com as novidades que surgem a cada dia. É o caso de quem cursa Biblioteconomia ou Arquivologia.

Longe de simplesmente organizar bibliotecas ou catalogar documentos, as duas profissões têm  inúmeras atividades, ainda mais nesta era digital, onde se tornou necessário a criação e a implantação de bancos de dados.

Segundo o professor Paulo Estrela, diretor da Academia do Concurso, O mercado existe e vem ficando cada vez mais amplo, já que o volume de documentos vêm ficando cada vez maior, menos físico e mais eletrônico.

“A biblioteca sempre existirá, ainda que eletrônica, e as regras e técnicas deverão ser respeitadas” , lembra o educador.

De acordo com Estrela, bibliotecários e arquivistas continuarão existindo, e com um campo cada vez mais amplo. “Não vejo a possibilidade destas duas carreiras serem extintas. Estamos apenas mudando o meio e a forma, já que os arquivos são fundamentais. As gestões de biblioteca e de arquivo não deixarão de ser exercidas nas empresas, pelo contrario ficarão cada vez mais importante com o crescimento da organização. A mudança será da forma física para a digital”, garante.

Na avaliação do especialista, a carreira pública vem atraindo profissionais dos dois setores, pelo  volume de material que é produzido. Como exemplo, cita a Justiça. ” O poder judiciário trabalha intensivamente com um grande numero de documentos exigindo facilidade e rapidez no manuseio. Isto só é feito por um profissional desta área”, destaca.

Ana Lúcia Coelho, 35 anos, trabalha há mais de 12 anos como blibliotecária em uma grande instituição. ” Na época do vestibular muita gente achou que eu estava escolhendo a profissão errada. Hoje, tenho certeza de ter feito a escolha certa e gosto do que faço”, conta.

Graduada em Biblioteconomia pela Universidade Santa Ursula (RJ) e pós-graduada em Gestão de RH pela Universidade Gama Filho, Márcia da Costa Serafim de Oliveira, 46 anos, é responsável pela biblioteca da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, afirma que nem sempre o concurso público é a melhor opção para trabalhar. ” Depende muito do perfil do profissional. Ele põde atuar tanto em empresas públicas quanto em empresas”, afirma.

Segundo Márcia de Oliveira, a remuneração salarial está se tornando bastante atrativa, principalmente para quem faz cursos de qualificação com certa constância. “Sai ganhando quem está mais preparado, já que a área vem exigindo do profissional conhecimentos mais amplos, além de saber utilizar as redes sociais”, garante a bibliotecária.

Fonte: http://odia.ig.com.br/portal/educacao/mercado_trabalho/html/2011/10/tecnologia_valoriza_profissoes_do_passado_196997.html