Arquivo mensal: dezembro 2011

Estudo mostra que geração digital não sabe pesquisar

Data de publicação: 20/12/2011

Por Terra Notícias – Educação

Há pouco tempo, quando os alunos eram solicitados a fazer um trabalho de pesquisa, era necessário ir até uma biblioteca e realizar a busca em diversos livros didáticos e enciclopédias. Nos dias de hoje, a realidade é outra: debruçar-se sobre páginas impressas é raro quando existem milhões de links sobre o assunto desejado à disposição com apenas um clique.

Mas, o que deveria ser um avanço acabou resultando em retrocesso, segundo um estudo americano que aponta que a geração digital não sabe pesquisar. Na investigação realizada na Universidade de Charleston, nos Estados Unidos, ficou claro que os estudantes de hoje não sabem realizar uma pesquisa de forma efetiva. Conforme os resultados, o grande inimigo está na comodidade que o meio digital oferece. Ferramentas de busca como o Google tornaram os alunos menos preocupados com a credibilidade de uma fonte de informação, por exemplo.

No estudo, os pesquisadores pediram que um grupo de universitários respondesse a um questionário utilizando a internet como meio de pesquisa. Para testar os participantes, foram colocadas intencionalmente informações erradas nos primeiros resultados das buscas realizadas pelos estudantes. Como previsto, os alunos basearam-se nos primeiros links e erraram todas as questões.

O trabalho revelou uma realidade lamentável: os estudantes da era digital se contentam com informações rápidas, sem se importar com procedência e fidelidade. Para José Moran, professor aposentado de Novas Tecnologias da Universidade de São Paulo (USP) e diretor de Educação a Distância na Universidade de Anhanguera (Uniderp), o fato é consequência de uma geração que cresceu com computadores e está acostumada com informações em 140 caracteres. Contudo, Moran acredita que o fato não se restringe somente a crianças e adolescentes.

“A internet deixou as pessoas em geral mais acomodadas. Adultos também cometem erros ao realizarem pesquisas online”, diz. Por isso, o professor acredita que um dos papéis da escola, atualmente, deve ser o de ensinar metodologias de pesquisa desde cedo. “Os educadores pedem tema de estudo, mas não ensinam metodologias”, afirma.

Outra pesquisa americana também comprova que jovens da geração digital não se preocupam com a procedência de suas fontes de estudo. Realizada pela Universidade Northwestern (EUA), a pesquisa pedia que 102 adolescentes do Ensino Médio buscassem o significado de diversos termos na internet. Todos tiveram sucesso nas respostas, mas nenhum soube informar quais foram os sites utilizados. “Os jovens confiam demais na internet”, destaca o diretor de Educação a Distância da Uniderp.

Ensino de pesquisa na internet
Na Escola de Educação Básica Rocha Pombo, em São Joaquim (SC), o projeto “Ensinando a fazer pesquisas na internet” foi implantado nas turmas de 4º série. Elaborado pelo professor de informática Francisco Mondadori Junior, o projeto tem como objetivo trabalhar o conceito de pesquisa desde cedo, pois assim os estudantes chegam ao Ensino Médio sabendo utilizar as barras de pesquisa a seu favor.

O trabalho consiste em um questionário em que os alunos devem apontar suas áreas de interesse e pesquisar sobre esses assuntos. “Sugerimos a pesquisa na internet, no Google, digitando as palavras-chave das atividades que mais gostam. Cada aluno faz a sua pesquisa, procurando o site mais interessante”, explica, dizendo que os pequenos são auxiliados por professores que também ensinam a importância de utilizar fontes de informação confiáveis.

Professor do Núcleo de Tecnologia Educacional (NTE) das escolas estaduais de São Joaquim (SC), Mondadori Junior conta que o ensino da pesquisa científica e escolar é uma das preocupações do núcleo, que procuram criar atividades lúdicas e divertidas para trabalhar o conceito em sala. “Em minha opinião deveria existir uma disciplina só para isso nas escolas”, opina, dizendo que percebe, cada vez mais, a dificuldade dos alunos em realizar trabalhos de pesquisa. “Eles se contentam com os primeiros links”, diz, destacando que é comum ouvir frases como “achei no Google”.

Mondadori Junior defende a postura adotada por algumas escolas e educadores de não permitir o uso da internet como fonte de pesquisa. “É interessante proibir só no início, pois assim o estudante descobre que existem outras possibilidades de estudo, e não somente o meio virtual”, explica. José Moran discorda: “Isso resulta em um estudante que usa livros na escola, e a internet em casa”, sentencia, ressaltando que as dificuldades continuariam existindo. “Um dia esse aluno vai poder usar a internet para pesquisar, e então vai fazer de forma errada, pois não aprendeu na escola”, completa.

Em mais de 20 anos de docência, Moran afirma que nunca deixou de trabalhar metodologias de pesquisa com seus alunos, seja no ensino fundamental ou no superior. “Sempre que eu passo trabalhos, especifico o tipo de pesquisa que eu quero, e ainda vejo com os estudantes algumas possibilidades mostradas pelo Google”, diz, afirmando que ainda compara links e aponta informações que podem estar equivocadas. “Com isso, o jovem passa a desconfiar da internet, pois cria a consciência de que nem tudo que está no meio online é verdadeiro”, conclui.

Na Escola Nossa Senhora das Graças, em São Paulo, a preocupação com o ensino de pesquisa na internet começou em 2009. Os educadores do colégio viram a necessidade de criar uma estrutura online que pudesse auxiliar os estudantes nos trabalhos escolares. Por isso, foi criado o “Caminhos de pesquisa na internet”, uma ferramenta virtual que discute alguns critérios de pesquisa e avaliação das informações. Além dos professores deixarem dicas de endereços confiáveis, os alunos podem postar informações retiradas de sites para que os docentes possam avaliar sua veracidade.

Apesar de achar a solução interessante, Moran alerta que nem sempre os alunos terão uma ferramenta escolar a sua disposição. “A escola precisa ensinar os estudantes a caminharem sozinhos e terem noções críticas de fontes de pesquisa”, opina.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/noticias/0,,OI5525558-EI8266,00-Estudo+mostra+que+geracao+digital+nao+sabe+pesquisar.html

Anúncios

Dia do Museólogo

Data de publicação: 18/12/2011

Por Ministério da Cultura

Ministra Ana saúda profissional que busca mostrar as marcas da produção cultural brasileira

Este 18 de dezembro é o Dia do Museólogo no Brasil. Profissão regulamentada em 1984, o dia nacional foi instituído 20 anos depois como reconhecimento pelo papel fundamental do museólogo para o fortalecimento da cultura brasileira.

Profissional que estuda os museus a partir das relações entre o ser humano, a cultura e a natureza, o museólogo é essencial para a proteção, documentação, conservação, pesquisa e difusão do patrimônio museológico. Desta forma, ele traz consigo o interesse contínuo pelas conquistas materiais e imateriais de uma nação, na busca, sempre, dos melhores caminhos para dar a ver as marcas da nossa produção cultural.

O Ministério da Cultura, por meio do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), tem apoiado ações em prol da museologia brasileira e, consequentemente, de seus profissionais. Dentre elas, podemos destacar o Programa de Qualificação em Museologia que, apenas em 2011, realizou cerca de 20 oficinas com apoio das secretarias de estado da cultura, de norte a sul do país. Isso significa centenas de profissionais participando de ações de formação em torno de assuntos essenciais em suas áreas.

Outra vertente desse apoio à profissão é o investimento por parte do Ibram em publicações que tratam da questão museológica no Brasil e no exterior. Museus em Números, Guia dos Museus Brasileiros, as revistas Musas e Museália são alguns bons exemplos da intenção de criar subsídios teóricos e dar visibilidade para estudos, levantamentos e pesquisas em torno de assuntos que compõem o amplo espectro da museologia.

Completa esse cenário promissor, o incentivo por parte do Ibram à criação e qualificação de cursos em museologia espalhados pelo Brasil. Atualmente, já são 14 as instituições nacionais que oferecem o curso de forma regular, e a intenção é manter o diálogo contínuo com o Ministério da Educação e universidades, para que novas opções sejam oferecidas, para assim ampliar o acesso à profissão.

Ao envolver governos, instituições educacionais e museológicas, organizações sociais e cidadãos, o Ministério da Cultura acredita que a profissão de museólogo contribui definitivamente para dar mais força e amplitude à vida cultural do país, com a criação de condições para que compreendamos melhor o papel social que os museus representam em uma sociedade ciente da importância da preservação de sua memória.

Ana de Hollanda
Ministra de Estado da Cultura

Fonte: http://www.cultura.gov.br/site/2011/12/18/dia-do-museologo-2/

Mercado aquecido atrai estudantes para curso de Museologia

Data de publicação: 18/12/2011

Por Terra – Vestibular

Quem vive de passado é museu, diz o ditado popular. Mas o carioca Nathan da Silva Marinho, 19 anos, costuma brincar que, em breve, quem vai viver do passado é ele, e com orgulho. Estudante de Museologia na Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (Unirio), o estudante do terceiro semestre se debruça em livros de história, arte e restauração de acervos para, em breve, comemorar com um diploma o Dia do Museólogo, celebrado neste domingo, 18 de dezembro, e também realizar seu sonho: trabalhar no Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN).

O diretor do curso de Museologia da Unirio, Ivan Coelho de Sá, explica que, como o nome já evidencia, museólogos vivem de museus. De acordo com ele, o curso prepara o estudante para o mercado da arte, história e conservação. Classificação, conservação e exposição de peças de valor histórico, artístico, cultural e científico também são missões da profissão que, segundo Coelho de Sá, tem o dever social de “transmitir conhecimentos e desenvolver ações culturais por meio de acervos”.

A importância do curso, porém, é relativamente nova. O professor, também museólogo, explica que foi a partir da reestruturação da área museológica, feita pelo Governo Federal, que veio a valorização acadêmica. No ano de 2009, o Estatuto de Museus entrou em vigor com uma lei que define regras para preservação, conservação e restauração dos acervos. No mesmo ano, o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), vinculado ao Ministério da Cultura, foi fundado com o objetivo de coordenar a Política Nacional de Museus, sendo que uma das iniciativas foi a de exigir diploma de Museólogo para quem deseja trabalhar em instituições de preservação histórica. Depois disso, todas as vagas para o curso da Unirio – 100 por ano – têm sido preenchidas. “Os índices de evasão têm diminuído gradativamente”, destaca Coelho de Sá.

“Tudo isso foi essencial para valorizar a profissão”, completa. O diretor do curso da Unirio afirma que o museólogo é o profissional mais completo para atuar nesta área, pois o historiador sai da faculdade com conhecimento em questão de conteúdo, mas não sabe lidar com a parte prática de um museu, que consiste em arquivar, preservar, catalogar. Já o arquivologista é o contrário: sabe a prática, mas não tem aprofundamento de conteúdo.

O estudante Nathan da Silva Marinho caiu de paraquedas nesta faculdade. “Eu queria História, não passei. Então decidi optar por Museologia e consegui pelo Enem”, conta, relatando que considera o fato uma questão de sorte. “Eu me identifiquei muito com o curso. Se eu tivesse passado em História, teria cursado. Mas não seria um profissional tão completo para trabalhar em um museu”, diz, destacando a disciplina de História da Arte como a sua preferida. “Mas também adoro a área de restauração de acervos”, completa.

Já Glória Gelmini, 21 anos, descobriu sua vocação na infância. “Desde pequena eu tenho paixão por museus, não tinha dúvida do que eu queria”, conta a universitária do 7º semestre da Unirio. Prestes a se formar, a carioca pretende continuar os estudos fazendo uma pós-graduação. “Quero ter mais certeza da área mercadológica que quero seguir. Mas o que mais me agrada é a área de pesquisa, conservação e documentação”, conta.

Atualmente, a maioria das universidades federais e estaduais do País já oferece o bacharelado em museologia. Em todas, o curso tem duração de 4 anos e abrange disciplinas como história, geologia, paleontologia, história do Brasil, história contemporânea, filosofia, restauração de obras, arquivologia e mais. “Precisamos preparar o aluno em duas frentes: conteúdo histórico e prática para saber lidar com a demanda manual de um museu”, define Coelho de Sá.

Outro atrativo atual do curso é a alta demanda mercadológica. O diretor explica que nunca se precisou tanto de museólogos como agora. Depois que o Estatuto de Museus foi criado e diversas iniciativas públicas foram feitas para investir no setor, a demanda por museólogos cresceu. Conforme informações do Instituto Brasileiro de Museus (Ibram), existem cerca de 3 mil museus no Brasil, todos em busca de profissionais preparados. “Anualmente, o Ibram abre concurso com mais de 50 vagas destinadas a museólogos para trabalho em instituições como o Museu Nacional, no Rio de Janeiro, e a Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, entre outros”, diz o diretor do curso da Unirio. Centros culturais de empresas, fundações, institutos de pesquisa e galerias de arte são outras possibilidades de emprego.

“Além disso, com as inovações tecnológicas, abriu-se um novo campo de trabalho: os museus virtuais e as exposições de acervos na internet”, completa Coelho. As cidades de São Paulo e do Rio de Janeiro são as que mais oferecem emprego devido à concentração de museus e centros culturais. Mas, na Bahia e em Minas Gerais, o museólogo também pode encontrar boas ofertas, em razão da tradição desses locais em preservar a memória histórica.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/educacao/vestibular/noticias/0,,OI5522089-EI12889,00-Mercado+aquecido+atrai+estudantes+para+curso+de+Museologia.html

XIV EREBD Sul “Práticas profissionais durante o processo de formação”.

O EREBD, Encontro Regional dos Estudantes de Biblioteconomia, Documentação, Ciência e Gestão da Informação, é um evento de caráter acadêmico, organizado e realizado por uma Comissão Organizadora composta por estudantes da instituição que sediará o evento, que conta com o apoio da Executiva Regional e Executiva Nacional.

Na Região Sul do Brasil o primeiro EREBD sul ocorreu em 1995 sediado pela cidade de Florianópolis. Dezessete anos depois nossa cidade mais uma vez é palco de um grandioso evento acadêmico como este. E para comemorar tal acontecimento nada melhor do que quebrar os paradigmas inovando e revigorando certos conceitos existentes até entre nós estudantes nos encontros.

Aceitamos o desafio de organizarmos  esse evento por acreditarmos que nesses encontros podemos mostrar os esforços que nós, estudantes de Biblioteconomia, fazemos pensando na integração entre as diversas instituições que oferecem o curso. São nesses encontros que podemos traçar a estratégia de envolvimento e participação dentro do que compreendemos ser a academia/universidade. Ademais, promover a participação e a integração dos estudantes é uma oportunidade de descobrir temas relacionados com a carreira, fortalecendo e melhorando a comunicação entre os mesmos. Por se tratar de um evento científico-social, destaca-se sua importância para todos os que fazem parte da Biblioteconomia, como também para toda a comunidade civil e acadêmica, uma vez que, trata-se da abordagem de interesse coletivo.

A XIV edição do EREBD Sul, a ser realizada em Florianópolis/SC, dos dias 28 de abril a 01 de maio de 2012, tem como tema as “Práticas profissionais durante o processo de formação”.

Observar a prática do discente em uma área profissional nos faz refletir não só sobre o exercício da profissão que queremos, como também nos faz discutir sobre métodos de formação para chegar lá.

Para uma exemplificação dessas ações neste encontro contamos com 3 eixos da área científica na apresentação de trabalhos discentes:

1)      Estágios

2)      Projeto Extensão, Projetos PIBIC.

3)      Movimentos Estudantis e Associativos.

Tais trabalhos apresentados deverão ser relatos de experiência em um dos eixos citados acima, apresentando uma prática profissional durante o processo de formação com uma análise crítica;

Além dos relatos apresentados pelos alunos o evento ainda conta com:

Palestras: Apresentação de práticas profissionais de atuantes em diferentes áreas;
Mesa Redonda: Debates sobre áreas acadêmicas e profissionais;
Mini curso: oficinas práticas de diferentes áreas da biblioteconomia.

Apesar de ser um procedimento comum desde a origem dos encontros, ficou definido também a não premiação dos trabalhos, pois seria inviável premiar os mesmos já que estes são relatos de experiências. Mas os trabalhos serão coordenados pelos avaliadores durante a apresentação, passando um feedback sobre o conteúdo.

Fonte: http://erebdsul2012.paginas.ufsc.br/

Professoras da UFMG participam de conferência nacional sobre arquivos públicos

Data de publicação: 14/12/2011

Por UFMG Notícias

Três professoras do curso de Arquivologia da UFMG – Marília Paiva, Ivana Parrela e Marta Melgaço – participarão como delegadas da I Conferência Nacional de Arquivos (CNArq), que acontece de 15 a 17 de dezembro em Brasília.

Com o tema Por uma política nacional de arquivos, o evento discutirá, entre outros assuntos, a transferência do Arquivo Nacional da Casa Civil da Presidência da República para o Ministério da Justiça, ocorrida em janeiro deste ano.

A mudança foi considerada inadequada por vários setores do Estado e da sociedade civil, inclusive pela professora Marília Paiva. “Trabalhamos nessa conferência na situação de discordantes com a permanência do Arquivo Nacional sob o Ministério da Justiça”, afirma a professora.

Ela reconhece que o tratamento dado à comunidade arquivística, durante este ano, tem sido “digno e voltado ao diálogo”, destacando que todo o processo para a realização da Conferência tem sido coordenado pelas lideranças nacionais na área e custeada pelo Ministério da Justiça.

“No fim das contas, é neste ano tumultuado que teremos a I Conferência Nacional de Arquivos, com proposições para uma efetiva política nacional de arquivos, 20 anos após a Lei de Arquivos (lei 8.1259/1191)”, diz a professora.

Segundo ela, a importância de se estudar a questão reside no fato de que sem políticas públicas arquivísticas o acesso aos arquivos “não se torna uma realidade na vida do cidadão e a transparência do Estado limita-se à retórica política”.

O evento contará com representantes do poder público, da comunidade acadêmica, das associações profissionais e da sociedade civil organizadam além de 36 observadores de diversos segmentos que atuarão com direito a voz.

Outras informações pelo site oficial do evento.

Fonte: http://www.ufmg.br/online/arquivos/022046.shtml

A militância estudantil deve necessariamente emburrecer?

Data de publicação: 13/12/2011

Por Mário Maestri

O militante universitário de esquerda é acusado pela reação de falso estudante e ativista profissional: ele não estaria interessado em estudar, em aprimorar seus conhecimentos, em terminar o curso, interessando-lhe apenas o “proselitismo” e a “agitação”. Tratar-se-ia de um corpo estranho ao ambiente universitário, ali lançado com o exclusivo fim de arregimentação política. Tristemente não estaríamos longe da verdade, dando-se uma versão revolucionária a essa descrição.

A prática de esquerda na Universidade tem-se dado no contexto de um profundo empirismo e falta de propostas para a construção do militante e para uma alternativa geral para o movimento estudantil. Isto tem levado a um superatismo e militantismo [1] que, apoiando-se na disponibilidade de tempo e nas escassas responsabilidades do estudante (trabalho, família, etc.), criaram uma quase paródia de práxis política.

Mais comumente, o aproveitamento acadêmico do estudante/militante é mínimo. Seu nível de reprovação é alto ou ele mal mal aproveita o estudo. Também devido a isso, o discurso de esquerda – nos seus mais diversos sabores – é cada vez mais questionado pelo público universitário. A militância estudantil torna-se “um momento na vida”. É baixa a porcentagem dos ativistas estudantis que mantém uma militância depois de saídos da Universidade.

Entretanto, a referida disponibilidade de tempo e as profundas contradições que a juventude vive, devido às perspectivas que lhe apresentam estruturas sociais e familiares profundamente desumanas e hipócritas, permitem que a Universidade ainda seja a maior sementeira de quadros marxistas. Portanto, compreende-se a importância desta discussão.

Aparelhar ou interpretar?

Inicialmente, coloca-se o problema da extração social da população universitária que pode ser cooptada no contexto do tipo descrito de militância. Hoje, somente companheiros provenientes da classe média-média e, principalmente, média-alta, podem despreocupar-se com os estudos. Os setores empobrecidos que chegam à Universidade são obrigados a trabalhar para sustentar-se e para pagar os estudos. Em todo caso, são obrigados a enfrentar mais responsavelmente a vida acadêmica. Portanto, este tipo de militância afasta um setor estudantil que nos interessa por múltiplos razões.

O militantismo leva a que ativistas estudantis comecem, cada vez mais, a aparelhar[2] – e não a expressar e interpretar – as necessidades da população universitária e de uma Universidade voltada para o mundo social. O militante abandona – ou segue formalmente – o ritmo normal dos cursos, envolvido por um ativismo partidário e estudantil que exige um sem-número de reuniões, de plenárias, contatos, viagens, etc. Não assiste às aulas, não se prepara para as provas, não participa dos grupos de trabalho.

A vida universitária tende a ser abandonada pelo estudante/militante por uma outra – inter pares – com uma dinâmica própria e, muitas vezes, em contradição com a do conjunto dos estudantes. O fato de se afastar das salas de aula e dos estudos leva o militante a não sentir mais o verdadeiro ritmo e as necessidades do conjunto dos universitários. Mesmo quando percebe este ritmo, não alcança a intervir em sua gênese e desenvolvimento quotidiano. Nesse contexto, o ativista estudantil passa a ser visto pelos colegas como uma pessoa talvez admirável, mas estranha ao grupo universitário.

Além do empobrecimento da própria prática política, o ativismo/militantismo tem outras consequências. Para não perder totalmente seus cursos, o militante tende a “colar-se” a um estudante “caxias”, participando apenas formalmente dos grupos de trabalho, dos exercícios, etc. Em certo sentido, torna-se uma espécie de parasita. Outra solução, ainda mais grave, é a utilização, consciente ou inconsciente, do peso da liderança e da representatividade que detém para obter “isenção” de trabalhos ou provas dos professores progressistas ou para “atemorizar” e “amaciar” os mestres reacionários.

Pomadas Universais

Como decorrência deste tipo de prática, da falta de uma formação marxista minimamente sólida possibilitada pelas organizações, do rechaço automático à formação acadêmica burguesa, o quadro político universitário tende, em geral, a pensamento esquemático e simplista, quando não dogmático. O que é, convenhamos, continuidade do “pensamento” geral da esquerda brasileira militante, passada e presente. O corolário desta realidade é a concepção (geralmente implícita) que uma leitura (bastante rápida) das obras marxistas clássicas substitui todas as áreas do conhecimento das ciências sociais burguesas. Para a história do Paleolítico ou para a Sociologia da Linguagem, Trotsky ou Stalin são tidos como verdadeiras “pomadas universais”.

Em verdade, temos que reconhecer que esse tido de militante universitário não é mais do que um prolongamento de duas concepções esposadas por amplíssimos setores da esquerda brasileira organizada. A primeira, é a despreocupação profunda com a realidade nacional, passada e presente. Discutem-se comumente teses, táticas, caracterizações e estratégias sem a mais mínima análise sólida da formação social ou histórica brasileira e sem um levantamento sistemático e científico da realidade empírica em causa.

Em verdade, acredita-se que é possível pronunciar-se politicamente brandindo algumas “regras sociológicas” (geralmente de cunho mais weberiano do que marxista), alguns preceitos políticos socialistas, com um mínimo de informação (Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, etc.) e muita ideologia. É desnecessário dizer que, desprovido do método marxista e de uma real apropriação da realidade, nunca interpretaremos a realidade a partir da ótica do proletariado. No máximo, expressaremos a média de nossas opiniões sobre o que discutimos, filtrada por profundas deformações de classe.

Ao lado e de mãos dadas com este simplismo metodológico, conhecemos igualmente um profundo desdém pela produção, pelos métodos e pelos conteúdos das ciências sociais burguesas. Porém, esse verdadeiro desprezo não se dá em um sentido positivo, através da superação dialética dos métodos e dos resultados daquela produção, mas através do seu desconhecimento essencial. E, na maioria das vezes, quando é necessário um referencial mais específico em uma discussão ou em uma elaboração, a produção burguesa ou pseudomarxista é utilizada em forma superficial e assistemática.

A discussão sobre o caráter de práxis política no que diz respeito aos métodos, às políticas, às ligações com o movimento de massas, etc. transcende aos quadros da discussão da militância na Universidade. Inevitavelmente, esta última é consequência de práticas – ou falta de práticas – sociais mais políticas, mais científicas e mais sistemáticas. Na Universidade, porém, devido às suas especificidades, estas distorções e deficiências tornam-se agudíssimas, ensejando profundas críticas das mesmas pela comunidade em questão. Daí o interesse em começar pela universidade uma discussão que deverá, necessariamente, se dar enquadrada pelo geral. Portanto, avançamos as seguintes propostas para a discussão.

1. A necessidade de compreender a vida estudantil e a militância na Universidade como um momento da vida do militante. E, para que assim seja, a militância deve qualificar a futura vida profissional e incorporação ao mundo produtivo, e não comprometê-las com uma formação profissional deficiente ou inacabada;

2. A imprescindibilidade de que o militante seja um assíduo participante das atividades acadêmicas (aulas, trabalhos, etc.). A sala de aula – e não os corredores ou o Centro Acadêmico – deve ser o espaço fundamental da prática política na Universidade;

3. A necessidade da apropriação substancial de todos os conteúdos acadêmicos como caminho incontornável para a sua crítica e para a própria apreensão do método marxista;

4. A necessidade de uma sólida formação marxista intimamente ligada à prática política concreta e à realidade política nacional ou internacional.

* Esperamos que não seja de toda inútil a publicação tardia desse texto, escrito para os universitários da FURP, ruptura com a Convergência Socialista, em 1979. Vai dedicado ao ex-camarada e ex-estudante Romualdo Portela de Oliveira [em tudo caxias] que recordou a existência do mesmo. [Realizamos retoques formais.]

[1] Militantismo: ênfase da intervenção e desconsideração da teoria.

[2] Aparelhar: servir-se do movimento para objetivos organizativos.

Fonte: http://www.diariodaclasse.com.br/forum/topic/show?id=3451330%3ATopic%3A55980&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

Carreira Pública: Por que ela atrai tantas pessoas?

Data de publicação: 07/12/2011

Por Lilian Casimiro

RIO DE JANEIRO – Muito embora o Brasil viva um momento de relativa estabilidade econômica, cujos reflexos incidem diretamente sobre a questão profissional, possibilitando um incremento na oferta de empregos no setor privado como há muito não se via, há ainda quem prefira a segurança oferecida pelo emprego público. Por conta disso, o número de trabalhadores na administração pública brasileira aumentou 30,2% de 2003 a 2010, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa divulgada no dia 8 de setembro deste ano mostra que o maior crescimento ocorreu no setor municipal (39,3%), seguido do federal (30,3%) e do estadual (19,1%).

São vários os motivos que levam o jovem a pensar cada vez mais na carreira pública. A primeira e talvez mais importante, é a estabilidade. No caso do servidor federal, por exemplo, após dois anos de efetivo exercício o trabalhador alcança essa garantia, não podendo ser despedido, a não ser por justo motivo. Mas não é só a estabilidade que estimula a opção pela carreira pública, outros aspectos como, garantia salarial, oportunidades independente de idade, não exigência de experiência anterior são fundamentais.

Pessoas de diversas áreas fazem a faculdade já de olho nas oportunidades oferecidas pelo setor público. Entre os bibliotecários, por exemplo, é clara a predileção pela carreira pública. Além de todas as vantagens já destacadas, os bibliotecários têm contado com um número considerável de vagas no setor público. De acordo com Gustavo Henn, bibliotecário da Procuradoria Regional do Trabalho da Paraíba e editor do site Biblioteconomia para concursos, “para quem é bibliotecário e quer atuar como bibliotecário, [a carreira pública] é quase sempre a melhor opção. Segundo ele, “é natural para o bibliotecário ser servidor público, pois a maioria das bibliotecas brasileiras são públicas e algumas das melhores também”. No mesmo sentido é o entendimento de Leandro Guedes, bibliotecário da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e editor do blog Biblioconcursos. Ele garante que “para bibliotecários no Brasil a melhor opção é ser servidor público”, pois, segundo ele, “via de regra os maiores salários estão na esfera pública, além da maioria das vagas”.

Editais são publicados todos os meses nas diversas regiões do país, fazendo a felicidade dos profissionais. Para os próximos meses, por exemplo, estão previstos os lançamentos de editais para o provimento de diversos cargos de importantes instituições, tais como o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o do Tribunal de Justiça do Rio que tem previsão de lançamento para o dia 15/12. E por falar em tribunal, a carreira nas instituições jurídicas tem se mostrado uma das mais atrativas para os “concurseiros”, como se convencionou chamar as pessoas que fazem concursos públicos, sobretudo em virtude dos salários, em geral mais atrativos do que os de outras instituições. Tão atrativa que o professor de Educação Física, Maxwell Reis, que até hoje só tentou vagas no magistério, já pensa em tentar uma vaga nessa área da administração pública.

Seguimentos dedicados ao tema da carreira pública

Na esteira da corrida pela estabilidade profissional, floresce em todo o país diversos seguimentos que vão de cursos preparatórios à editoras especializadas no assunto. Outra atividade de destaque nesse seguimento são as chamadas Feiras da Carreira Pública, como a que aconteceu nos dias 28, 29 e 30 de outubro no Centro de Convenções Sul América no Rio de janeiro. Com cinquenta e seis estandes de cursos preparatórios e mais de setenta e três palestras de professores e autoridades da área, o evento registrou a presença de setenta e cinco mil visitantes nos três dias. O evento reuniu em um só lugar, informações, palestras, dicas, aulas, show com diversos professores de cursos preparatórios e sorteios de bolsas de estudos.

Um dos momentos mais esperados do evento foi a palestra comemorativa de um milhão de ouvintes do “guru” dos concursos, William Douglas.  Na ocasião, Douglas deu uma apólice do futuro para cada um dos ouvintes. A advogada Ana Cláudia Ramos, que está começando agora na vida de “concurseira”, considera o contato com os estandes dos cursos e as palestras uma grande oportunidade de conhecer a rica área dos concursos, além de ser uma ótima oportunidade para quem quer se preparar para as provas.

A internet, por seu turno, é uma ferramenta que tem auxiliado e muito aos pretensos servidores. Pela rede florescem um sem número de sites e blogs dedicados ao tema, como o Biblioteconomia para concursos do bibliotecário paraibano Gustavo Henn e o Biblioconcursos do também bibliotecário Leandro Guedes. Itens em comum nestes sites são a agenda dos concursos e as dicas para as provas. Embora o primeiro aponte o “intuito de promover a aprendizagem colaborativa em biblioteconomia” como objetivo principal, o que se tem de mais específico nele são as questões relacionadas aos concursos públicos. Já no Biblioconcursos a missão é bem clara: “divulgar e compartilhar informações sobre os concursos públicos na área de Biblioteconomia”. Os editores de ambos os sites são servidores públicos com aprovação destacada em seus respectivos concursos. Leandro, por exemplo, foi aprovado em primeiro lugar na prova escrita da ANP, onde trabalha atualmente; quarto lugar no Colégio Pedro II e quinto lugar na Comissão de Valores Mobiliário, entre outros.

As dicas de quem já enfrentou essa luta

William Douglas pousa para foto com o “concurseiro” Max.

Para Henn, “quanto à preparação não existe mágica”. O segredo, segundo ele, “é estudar muito e cada vez mais”. O bibliotecário paraibano destaca que “estudando cada um descobre como aprender melhor”. A dica de Henn é: “mantenha o foco. Não desista”. Por outro lado Leandro entende que a “preparação deve focar os conteúdos mais cobrados nas principais bancas”, onde o candidato deve “dedicar sempre pelo menos uma hora do dia à leitura de conteúdo e/ou realização de provas anteriores”. Ele dá dicas: “1. Estudar muito. 2. Não desistir do objetivo, mesmo diante de insucessos. 3. Fazer provas anteriores, pois são uma ótima maneira de se preparar e se acostumar com a maneira como as bancas cobram o conteúdo visto na faculdade. 4. Se inscrever em todos os concursos que puder, pois na medida em que você presta concursos vai vendo que não é um bicho de sete cabeças e que é possível passar”. E como diz William Douglas: “concurso não se faz para passar, mas até passar!”.

Fonte: http://biblioo.com.br/carreira-publica/

Bibliotecário empreendedor

Data de publicação: 14/12/2011

Por Ingrid Lopes

Desde que surgiram as bibliotecas, no passado o bibliotecário era visto como um guardião do conhecimento, onde poderia encontrar naquelas instantes enormes, mais habilmente o que era desejado pelas pessoas. Mas atualmente essa idéia que os bibliotecários só trabalham em bibliotecas está ficando para trás em esta surgindo o novo profissional no mercado o Bibliotecário empreendedor profissional capaz de fazer a ponte entre a necessidade do usuário e a informação e com as grandes transformações ocorridas ao longo do tempo fizeram com que a informação seja vista de forma rápida e globalizada. A tecnologia veio auxiliar de maneira contundente através de sites, páginas de relacionamento e comércio, blogs e vídeos nos facilitam na obtenção da informação, diferente das antigas formas da biblioteconomia tradicional.

Com isso surge o Bibliotecário Empreendedor, profissional capaz de observar as oportunidades surgidas ao seu redor e criar alternativas para melhoria do que já existe, além de criar novas possibilidades na área de biblioteconomia. Este tipo de profissional lida com a informação nos mais diferentes formatos, desenvolve atividades práticas como: orientação na normalização de Trabalhos de Conclusão de Cursos, Dissertações, Teses, Artigos e outros tipos de relatórios; Correção ortográfica e textual; Ficha Catalográfica; Abstracts; Encadernação em Capa Dura; Transcrição de Áudios; Digitação e Diagramação de livros, revistas e Impressos em geral; Impressões de tamanhos variados e Escaneamento com Tratamento de imagens.

Pesquisa realizada por Milano (2007), classificou as atividades biblioteconômicas mais desenvolvidas por empresas de consultoria em sete categorias:

  • Disponibilização da informação em qualquer suporte: normalizar trabalhos técnico-científicos; recuperar informações; localizar informações.
  • Gerenciamento de unidades, redes e sistemas de informação: projetar unidades, redes e sistemas de informação; automatizar unidades de informação; implantar unidades, redes e sistemas de informação.
  • Tratamento técnico de recursos informacionais: desenvolver bases de dados; desenvolver metodologias para geração de documentos digitais ou eletrônicos.
  • Desenvolvimento de recursos informacionais: conservar acervos; preservar acervos.
  • Disseminação da informação: elaborar clipping de informações.
  • Desenvolvimento de estudos e pesquisas: elaborar diagnósticos de unidades de  serviço.
  • Desenvolvimento de ações educativas: capacitar o usuário.
  • Além das atividades de consultoria tradicionais, como as identificadas na pesquisa de Milano (2007), Tarapanoff (2000) diz que surgiu para o bibliotecário uma nova função, conhecida por information broker. Nessa função, o bibliotecário faz a intermediação/agenciamento da informação para o cliente, centrando-se na recuperação, interpretação e disponibilização de informação com valor agregado às atividades do cliente, seja ele um indivíduo ou uma organização. Em outras palavras, o information Broker é um especialista, corretor de informação, que busca oferecer um serviço que agrega valor à informação disponibilizada, tendo em vista a competitividade do negócio do cliente, ou seja, melhor posicionamento no mercado ou lucro para o cliente.

O bibliotecário pode ser intraempreendedor de várias formas, como:

  • Facilitando a comunicação e interação na organização em que atua, fazendo com que aconteça a união/cooperação entre os setores;
  • Executando suas funções de forma criativa com os, geralmente, poucos recursos disponíveis;
  • Desenvolvendo projetos para captar mais recursos para a unidade de informação;
  • Fazendo estudos, para identificar e conhecer seus clientes e adequar os produtos e serviços às expectativas e necessidades deles;
  • Disponibilizando informações estratégicas para a organização em que está inserido, visando facilitar a tomada de decisão em todos os níveis hierárquicos;
  • Antecipando-se às tendências e realizando mudanças nos produtos e serviços que oferece antes que eles fiquem obsoletos e caiam em desuso.

O objetivo foi apresentar o perfil do bibliotecário empreendedor. Embora o tema não tenha sido discutido de forma exaustiva, pode-se constatar que as principais características do perfil do bibliotecário empreendedor e/ou intraempreendedor são: criatividade, flexibilidade, espírito de liderança, competência, inovação, visão de negócio e boa comunicação. Adicionalmente, o bibliotecário precisa desenvolver habilidades para lidar com as tecnologias da informação e comunicação e investir em sua educação continuada.

Então como futura bibliotecária empreendedora tenho um grande desafio de mostrar que o bibliotecário deve está em todos os espaços contribuindo de forma positiva no contexto do empreendedorismo atual.

Texto adaptado

Fonte: http://www.papoarretado.com.br/post/106-bibliotecario-empreendedor.html

El papel del documentalista en la organización

Data de publicação: 14/12/2011

Por Papeles de Inteligencia

Hasta la fecha el papel del documentalista en la organización se ha limitando a la labor de búsqueda de información y almacenamiento de la misma con el objetivo de asistir a las necesidades puntuales de información que surgen en las organizaciones. Conforme aumenta la producción y el ritmo de publicaciones de todo tipo empezamos a notar que no es suficiente con la labor de búsqueda, sino que es necesario dirigir la información correcta a la gente precisa en el volumen adecuado dentro de las organizaciones. A la vez la difusión y comunicación de los contenidos identificados se esta volviendo mucho más necesaria. Esta necesidad ha contribuido al auge de de las redes sociales. Una indudable herramienta de comunicación pero del todo insuficiente para resolver el tratamiento y recuperación del flujo de informaciones que necesita una organización. Y es que la principal pega de las redes sociales esta en la imposibilidad de clasificar y recuperar la información de interés.

Al margen de todo esto, hoy son pocas las organizaciones que tienen un proceso de gestión del conocimiento correctamente diseñado, mantenido y gestionado. Algunas organizaciones cuentan con sistemas de conocimiento externo e interno como son el CRM, ERP´s y los sistemas de vigilancia estratégica pero siguen adoleciendo de falta de resultados y es que en estos años el control de la información es mas complejo y la mayoría siguen sin contar con el apoyo del documentalista o de alguien que haga sus funciones.

LA LABOR DEL DOCUMENTALISTA AL DESCUBIERTO

Cada día se hace más evidente que la función del documentalista esta íntimamente relacionada con la productividad de la organización, la innovación y por lo tanto de la capacidad de crear nuevos activos para la empresa. El documentalista por tanto esta llamado a convertirse en una pieza clave en las organizaciones.

Pero ¿por que? A mi modo de ver el mundo, es obvio que cada vez resulta más difícil generar nuevo conocimiento y convertirlo en un activo para la organización. Al margen de diseñar mantener y gestionar los sistemas de conocimiento interno y externo, el documentalista será la pieza clave para aumentar la productividad y sostener el proceso creativo de la innovación, ya que este actúa de filtro y llenando los gap´s de conocimiento de los distintos departamentos. De su acierto dependerá el trafico de informaciones, la materia prima del conocimiento. Lo que en definitiva se denomina el flujo de información creativo. Si estamos de acuerdo en que cuando dos personas comparten una idea cada una, ambas personas se van con dos ideas o más ideas, imagina lo que ocurre cuando se transmiten varias ideas y conceptos a muchas personas a la vez…

Por eso el documentalista al investigar, buscar, almacenar, comunicar y recuperar información pasa a ser el responsable y líder de las siguientes tareas de forma involuntaria:

  •     facilitar el conocimiento del entorno
  •     identificar nuevas tendencias y patrones en el mercado
  •     alimentar el proceso creativo de la organización
  •     estimular la innovación aplicada
  •     crear equipos de seguimiento y desarrollo de nuevas ideas
  •     traer nuevo conocimiento y fijar el existente en la organización
  •     difundir y comunicar el conocimiento generado

Tareas que hoy por hoy son claves!

Fonte: http://papelesdeinteligencia.com/el-papel-del-documentalista/

Acesso a dados públicos exige ‘nova cultura’ de gestores e servidores

Data de publicação: 06/12/2011

Por Fernando Gallo

Além de investimento técnico, Lei da Informação depende da capacitação de agentes públicos para funcionar na prática

Reunidos em São Paulo em seminário sobre acesso à informação pública, integrantes do Brasil e de outros países, professores, representantes dá mídia, da Unesco e de entidades que lutam por transparência afirmaram nessa segunda-feira, 5, que o Brasil precisa de uma mudança de cultura para que a recém-aprovada Lei de Acesso à Informação funcione adequadamente.

Sancionada há 18 dias, a lei, que muda a forma como os três poderes da União, dos Estados e dos municípios liberam informações públicas, tem seis meses para entrar em vigor.

A diretora de Prevenção e Corrupção da Controladoria-Geral da União (CGU), Vânia Vieira, sustentou que, além dos desafios que terá com custos, montagem de estrutura e aprimoramento dos processos de gestão de informação, o Brasil precisará capacitar os agentes públicos para que mudem a forma como encaram a lei e participem adequadamente do processo.

Ela antecipou conclusões de uma pesquisa sobre o tema que será divulgada na quinta-feira. “Os servidores públicos reconhecem o direito de acesso à informação, estão dispostos a contribuir para a implantação, mas quando a gente começa a fazer perguntas específicas, algumas resistências começam a aparecer”, disse. “Muitos servidores ainda entendem equivocadamente que os cidadãos só têm direito a pedir as informações que lhe dizem respeito direto e imediato. E acham que só as chefias podem autorizar o acesso.” Vânia entende que o País deverá demorar mais do que os 180 dias previstos em lei para se adaptar.

Constranger. O comissário de informação da Escócia, Kevin Dunion, afirmou que o teste para que o País saiba se a lei se tornará bem sucedida será a “capacidade de constranger as maiores autoridades” e não apenas “agentes públicos de menor poder”.

Autoridade máxima em transparência em seu país, Dunion só pode ser destituído por dois terços de votos do Legislativo. Também no México um órgão independente dita o processo – o país estava representado pela diretora-geral de Políticas de Acesso à Informação e Proteção de Dados (IFAI), Gabriela Segovia.

Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,acesso-a-dados-publicos-exige-nova-cultura-de-gestores-e-servidores,807272,0.htm?p=1