Arquivo diário: 14/12/2011

A militância estudantil deve necessariamente emburrecer?

Data de publicação: 13/12/2011

Por Mário Maestri

O militante universitário de esquerda é acusado pela reação de falso estudante e ativista profissional: ele não estaria interessado em estudar, em aprimorar seus conhecimentos, em terminar o curso, interessando-lhe apenas o “proselitismo” e a “agitação”. Tratar-se-ia de um corpo estranho ao ambiente universitário, ali lançado com o exclusivo fim de arregimentação política. Tristemente não estaríamos longe da verdade, dando-se uma versão revolucionária a essa descrição.

A prática de esquerda na Universidade tem-se dado no contexto de um profundo empirismo e falta de propostas para a construção do militante e para uma alternativa geral para o movimento estudantil. Isto tem levado a um superatismo e militantismo [1] que, apoiando-se na disponibilidade de tempo e nas escassas responsabilidades do estudante (trabalho, família, etc.), criaram uma quase paródia de práxis política.

Mais comumente, o aproveitamento acadêmico do estudante/militante é mínimo. Seu nível de reprovação é alto ou ele mal mal aproveita o estudo. Também devido a isso, o discurso de esquerda – nos seus mais diversos sabores – é cada vez mais questionado pelo público universitário. A militância estudantil torna-se “um momento na vida”. É baixa a porcentagem dos ativistas estudantis que mantém uma militância depois de saídos da Universidade.

Entretanto, a referida disponibilidade de tempo e as profundas contradições que a juventude vive, devido às perspectivas que lhe apresentam estruturas sociais e familiares profundamente desumanas e hipócritas, permitem que a Universidade ainda seja a maior sementeira de quadros marxistas. Portanto, compreende-se a importância desta discussão.

Aparelhar ou interpretar?

Inicialmente, coloca-se o problema da extração social da população universitária que pode ser cooptada no contexto do tipo descrito de militância. Hoje, somente companheiros provenientes da classe média-média e, principalmente, média-alta, podem despreocupar-se com os estudos. Os setores empobrecidos que chegam à Universidade são obrigados a trabalhar para sustentar-se e para pagar os estudos. Em todo caso, são obrigados a enfrentar mais responsavelmente a vida acadêmica. Portanto, este tipo de militância afasta um setor estudantil que nos interessa por múltiplos razões.

O militantismo leva a que ativistas estudantis comecem, cada vez mais, a aparelhar[2] – e não a expressar e interpretar – as necessidades da população universitária e de uma Universidade voltada para o mundo social. O militante abandona – ou segue formalmente – o ritmo normal dos cursos, envolvido por um ativismo partidário e estudantil que exige um sem-número de reuniões, de plenárias, contatos, viagens, etc. Não assiste às aulas, não se prepara para as provas, não participa dos grupos de trabalho.

A vida universitária tende a ser abandonada pelo estudante/militante por uma outra – inter pares – com uma dinâmica própria e, muitas vezes, em contradição com a do conjunto dos estudantes. O fato de se afastar das salas de aula e dos estudos leva o militante a não sentir mais o verdadeiro ritmo e as necessidades do conjunto dos universitários. Mesmo quando percebe este ritmo, não alcança a intervir em sua gênese e desenvolvimento quotidiano. Nesse contexto, o ativista estudantil passa a ser visto pelos colegas como uma pessoa talvez admirável, mas estranha ao grupo universitário.

Além do empobrecimento da própria prática política, o ativismo/militantismo tem outras consequências. Para não perder totalmente seus cursos, o militante tende a “colar-se” a um estudante “caxias”, participando apenas formalmente dos grupos de trabalho, dos exercícios, etc. Em certo sentido, torna-se uma espécie de parasita. Outra solução, ainda mais grave, é a utilização, consciente ou inconsciente, do peso da liderança e da representatividade que detém para obter “isenção” de trabalhos ou provas dos professores progressistas ou para “atemorizar” e “amaciar” os mestres reacionários.

Pomadas Universais

Como decorrência deste tipo de prática, da falta de uma formação marxista minimamente sólida possibilitada pelas organizações, do rechaço automático à formação acadêmica burguesa, o quadro político universitário tende, em geral, a pensamento esquemático e simplista, quando não dogmático. O que é, convenhamos, continuidade do “pensamento” geral da esquerda brasileira militante, passada e presente. O corolário desta realidade é a concepção (geralmente implícita) que uma leitura (bastante rápida) das obras marxistas clássicas substitui todas as áreas do conhecimento das ciências sociais burguesas. Para a história do Paleolítico ou para a Sociologia da Linguagem, Trotsky ou Stalin são tidos como verdadeiras “pomadas universais”.

Em verdade, temos que reconhecer que esse tido de militante universitário não é mais do que um prolongamento de duas concepções esposadas por amplíssimos setores da esquerda brasileira organizada. A primeira, é a despreocupação profunda com a realidade nacional, passada e presente. Discutem-se comumente teses, táticas, caracterizações e estratégias sem a mais mínima análise sólida da formação social ou histórica brasileira e sem um levantamento sistemático e científico da realidade empírica em causa.

Em verdade, acredita-se que é possível pronunciar-se politicamente brandindo algumas “regras sociológicas” (geralmente de cunho mais weberiano do que marxista), alguns preceitos políticos socialistas, com um mínimo de informação (Jornal do Brasil, Folha de São Paulo, etc.) e muita ideologia. É desnecessário dizer que, desprovido do método marxista e de uma real apropriação da realidade, nunca interpretaremos a realidade a partir da ótica do proletariado. No máximo, expressaremos a média de nossas opiniões sobre o que discutimos, filtrada por profundas deformações de classe.

Ao lado e de mãos dadas com este simplismo metodológico, conhecemos igualmente um profundo desdém pela produção, pelos métodos e pelos conteúdos das ciências sociais burguesas. Porém, esse verdadeiro desprezo não se dá em um sentido positivo, através da superação dialética dos métodos e dos resultados daquela produção, mas através do seu desconhecimento essencial. E, na maioria das vezes, quando é necessário um referencial mais específico em uma discussão ou em uma elaboração, a produção burguesa ou pseudomarxista é utilizada em forma superficial e assistemática.

A discussão sobre o caráter de práxis política no que diz respeito aos métodos, às políticas, às ligações com o movimento de massas, etc. transcende aos quadros da discussão da militância na Universidade. Inevitavelmente, esta última é consequência de práticas – ou falta de práticas – sociais mais políticas, mais científicas e mais sistemáticas. Na Universidade, porém, devido às suas especificidades, estas distorções e deficiências tornam-se agudíssimas, ensejando profundas críticas das mesmas pela comunidade em questão. Daí o interesse em começar pela universidade uma discussão que deverá, necessariamente, se dar enquadrada pelo geral. Portanto, avançamos as seguintes propostas para a discussão.

1. A necessidade de compreender a vida estudantil e a militância na Universidade como um momento da vida do militante. E, para que assim seja, a militância deve qualificar a futura vida profissional e incorporação ao mundo produtivo, e não comprometê-las com uma formação profissional deficiente ou inacabada;

2. A imprescindibilidade de que o militante seja um assíduo participante das atividades acadêmicas (aulas, trabalhos, etc.). A sala de aula – e não os corredores ou o Centro Acadêmico – deve ser o espaço fundamental da prática política na Universidade;

3. A necessidade da apropriação substancial de todos os conteúdos acadêmicos como caminho incontornável para a sua crítica e para a própria apreensão do método marxista;

4. A necessidade de uma sólida formação marxista intimamente ligada à prática política concreta e à realidade política nacional ou internacional.

* Esperamos que não seja de toda inútil a publicação tardia desse texto, escrito para os universitários da FURP, ruptura com a Convergência Socialista, em 1979. Vai dedicado ao ex-camarada e ex-estudante Romualdo Portela de Oliveira [em tudo caxias] que recordou a existência do mesmo. [Realizamos retoques formais.]

[1] Militantismo: ênfase da intervenção e desconsideração da teoria.

[2] Aparelhar: servir-se do movimento para objetivos organizativos.

Fonte: http://www.diariodaclasse.com.br/forum/topic/show?id=3451330%3ATopic%3A55980&xgs=1&xg_source=msg_share_topic

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Carreira Pública: Por que ela atrai tantas pessoas?

Data de publicação: 07/12/2011

Por Lilian Casimiro

RIO DE JANEIRO – Muito embora o Brasil viva um momento de relativa estabilidade econômica, cujos reflexos incidem diretamente sobre a questão profissional, possibilitando um incremento na oferta de empregos no setor privado como há muito não se via, há ainda quem prefira a segurança oferecida pelo emprego público. Por conta disso, o número de trabalhadores na administração pública brasileira aumentou 30,2% de 2003 a 2010, de acordo com o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). A pesquisa divulgada no dia 8 de setembro deste ano mostra que o maior crescimento ocorreu no setor municipal (39,3%), seguido do federal (30,3%) e do estadual (19,1%).

São vários os motivos que levam o jovem a pensar cada vez mais na carreira pública. A primeira e talvez mais importante, é a estabilidade. No caso do servidor federal, por exemplo, após dois anos de efetivo exercício o trabalhador alcança essa garantia, não podendo ser despedido, a não ser por justo motivo. Mas não é só a estabilidade que estimula a opção pela carreira pública, outros aspectos como, garantia salarial, oportunidades independente de idade, não exigência de experiência anterior são fundamentais.

Pessoas de diversas áreas fazem a faculdade já de olho nas oportunidades oferecidas pelo setor público. Entre os bibliotecários, por exemplo, é clara a predileção pela carreira pública. Além de todas as vantagens já destacadas, os bibliotecários têm contado com um número considerável de vagas no setor público. De acordo com Gustavo Henn, bibliotecário da Procuradoria Regional do Trabalho da Paraíba e editor do site Biblioteconomia para concursos, “para quem é bibliotecário e quer atuar como bibliotecário, [a carreira pública] é quase sempre a melhor opção. Segundo ele, “é natural para o bibliotecário ser servidor público, pois a maioria das bibliotecas brasileiras são públicas e algumas das melhores também”. No mesmo sentido é o entendimento de Leandro Guedes, bibliotecário da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e editor do blog Biblioconcursos. Ele garante que “para bibliotecários no Brasil a melhor opção é ser servidor público”, pois, segundo ele, “via de regra os maiores salários estão na esfera pública, além da maioria das vagas”.

Editais são publicados todos os meses nas diversas regiões do país, fazendo a felicidade dos profissionais. Para os próximos meses, por exemplo, estão previstos os lançamentos de editais para o provimento de diversos cargos de importantes instituições, tais como o do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e o do Tribunal de Justiça do Rio que tem previsão de lançamento para o dia 15/12. E por falar em tribunal, a carreira nas instituições jurídicas tem se mostrado uma das mais atrativas para os “concurseiros”, como se convencionou chamar as pessoas que fazem concursos públicos, sobretudo em virtude dos salários, em geral mais atrativos do que os de outras instituições. Tão atrativa que o professor de Educação Física, Maxwell Reis, que até hoje só tentou vagas no magistério, já pensa em tentar uma vaga nessa área da administração pública.

Seguimentos dedicados ao tema da carreira pública

Na esteira da corrida pela estabilidade profissional, floresce em todo o país diversos seguimentos que vão de cursos preparatórios à editoras especializadas no assunto. Outra atividade de destaque nesse seguimento são as chamadas Feiras da Carreira Pública, como a que aconteceu nos dias 28, 29 e 30 de outubro no Centro de Convenções Sul América no Rio de janeiro. Com cinquenta e seis estandes de cursos preparatórios e mais de setenta e três palestras de professores e autoridades da área, o evento registrou a presença de setenta e cinco mil visitantes nos três dias. O evento reuniu em um só lugar, informações, palestras, dicas, aulas, show com diversos professores de cursos preparatórios e sorteios de bolsas de estudos.

Um dos momentos mais esperados do evento foi a palestra comemorativa de um milhão de ouvintes do “guru” dos concursos, William Douglas.  Na ocasião, Douglas deu uma apólice do futuro para cada um dos ouvintes. A advogada Ana Cláudia Ramos, que está começando agora na vida de “concurseira”, considera o contato com os estandes dos cursos e as palestras uma grande oportunidade de conhecer a rica área dos concursos, além de ser uma ótima oportunidade para quem quer se preparar para as provas.

A internet, por seu turno, é uma ferramenta que tem auxiliado e muito aos pretensos servidores. Pela rede florescem um sem número de sites e blogs dedicados ao tema, como o Biblioteconomia para concursos do bibliotecário paraibano Gustavo Henn e o Biblioconcursos do também bibliotecário Leandro Guedes. Itens em comum nestes sites são a agenda dos concursos e as dicas para as provas. Embora o primeiro aponte o “intuito de promover a aprendizagem colaborativa em biblioteconomia” como objetivo principal, o que se tem de mais específico nele são as questões relacionadas aos concursos públicos. Já no Biblioconcursos a missão é bem clara: “divulgar e compartilhar informações sobre os concursos públicos na área de Biblioteconomia”. Os editores de ambos os sites são servidores públicos com aprovação destacada em seus respectivos concursos. Leandro, por exemplo, foi aprovado em primeiro lugar na prova escrita da ANP, onde trabalha atualmente; quarto lugar no Colégio Pedro II e quinto lugar na Comissão de Valores Mobiliário, entre outros.

As dicas de quem já enfrentou essa luta

William Douglas pousa para foto com o “concurseiro” Max.

Para Henn, “quanto à preparação não existe mágica”. O segredo, segundo ele, “é estudar muito e cada vez mais”. O bibliotecário paraibano destaca que “estudando cada um descobre como aprender melhor”. A dica de Henn é: “mantenha o foco. Não desista”. Por outro lado Leandro entende que a “preparação deve focar os conteúdos mais cobrados nas principais bancas”, onde o candidato deve “dedicar sempre pelo menos uma hora do dia à leitura de conteúdo e/ou realização de provas anteriores”. Ele dá dicas: “1. Estudar muito. 2. Não desistir do objetivo, mesmo diante de insucessos. 3. Fazer provas anteriores, pois são uma ótima maneira de se preparar e se acostumar com a maneira como as bancas cobram o conteúdo visto na faculdade. 4. Se inscrever em todos os concursos que puder, pois na medida em que você presta concursos vai vendo que não é um bicho de sete cabeças e que é possível passar”. E como diz William Douglas: “concurso não se faz para passar, mas até passar!”.

Fonte: http://biblioo.com.br/carreira-publica/

Bibliotecário empreendedor

Data de publicação: 14/12/2011

Por Ingrid Lopes

Desde que surgiram as bibliotecas, no passado o bibliotecário era visto como um guardião do conhecimento, onde poderia encontrar naquelas instantes enormes, mais habilmente o que era desejado pelas pessoas. Mas atualmente essa idéia que os bibliotecários só trabalham em bibliotecas está ficando para trás em esta surgindo o novo profissional no mercado o Bibliotecário empreendedor profissional capaz de fazer a ponte entre a necessidade do usuário e a informação e com as grandes transformações ocorridas ao longo do tempo fizeram com que a informação seja vista de forma rápida e globalizada. A tecnologia veio auxiliar de maneira contundente através de sites, páginas de relacionamento e comércio, blogs e vídeos nos facilitam na obtenção da informação, diferente das antigas formas da biblioteconomia tradicional.

Com isso surge o Bibliotecário Empreendedor, profissional capaz de observar as oportunidades surgidas ao seu redor e criar alternativas para melhoria do que já existe, além de criar novas possibilidades na área de biblioteconomia. Este tipo de profissional lida com a informação nos mais diferentes formatos, desenvolve atividades práticas como: orientação na normalização de Trabalhos de Conclusão de Cursos, Dissertações, Teses, Artigos e outros tipos de relatórios; Correção ortográfica e textual; Ficha Catalográfica; Abstracts; Encadernação em Capa Dura; Transcrição de Áudios; Digitação e Diagramação de livros, revistas e Impressos em geral; Impressões de tamanhos variados e Escaneamento com Tratamento de imagens.

Pesquisa realizada por Milano (2007), classificou as atividades biblioteconômicas mais desenvolvidas por empresas de consultoria em sete categorias:

  • Disponibilização da informação em qualquer suporte: normalizar trabalhos técnico-científicos; recuperar informações; localizar informações.
  • Gerenciamento de unidades, redes e sistemas de informação: projetar unidades, redes e sistemas de informação; automatizar unidades de informação; implantar unidades, redes e sistemas de informação.
  • Tratamento técnico de recursos informacionais: desenvolver bases de dados; desenvolver metodologias para geração de documentos digitais ou eletrônicos.
  • Desenvolvimento de recursos informacionais: conservar acervos; preservar acervos.
  • Disseminação da informação: elaborar clipping de informações.
  • Desenvolvimento de estudos e pesquisas: elaborar diagnósticos de unidades de  serviço.
  • Desenvolvimento de ações educativas: capacitar o usuário.
  • Além das atividades de consultoria tradicionais, como as identificadas na pesquisa de Milano (2007), Tarapanoff (2000) diz que surgiu para o bibliotecário uma nova função, conhecida por information broker. Nessa função, o bibliotecário faz a intermediação/agenciamento da informação para o cliente, centrando-se na recuperação, interpretação e disponibilização de informação com valor agregado às atividades do cliente, seja ele um indivíduo ou uma organização. Em outras palavras, o information Broker é um especialista, corretor de informação, que busca oferecer um serviço que agrega valor à informação disponibilizada, tendo em vista a competitividade do negócio do cliente, ou seja, melhor posicionamento no mercado ou lucro para o cliente.

O bibliotecário pode ser intraempreendedor de várias formas, como:

  • Facilitando a comunicação e interação na organização em que atua, fazendo com que aconteça a união/cooperação entre os setores;
  • Executando suas funções de forma criativa com os, geralmente, poucos recursos disponíveis;
  • Desenvolvendo projetos para captar mais recursos para a unidade de informação;
  • Fazendo estudos, para identificar e conhecer seus clientes e adequar os produtos e serviços às expectativas e necessidades deles;
  • Disponibilizando informações estratégicas para a organização em que está inserido, visando facilitar a tomada de decisão em todos os níveis hierárquicos;
  • Antecipando-se às tendências e realizando mudanças nos produtos e serviços que oferece antes que eles fiquem obsoletos e caiam em desuso.

O objetivo foi apresentar o perfil do bibliotecário empreendedor. Embora o tema não tenha sido discutido de forma exaustiva, pode-se constatar que as principais características do perfil do bibliotecário empreendedor e/ou intraempreendedor são: criatividade, flexibilidade, espírito de liderança, competência, inovação, visão de negócio e boa comunicação. Adicionalmente, o bibliotecário precisa desenvolver habilidades para lidar com as tecnologias da informação e comunicação e investir em sua educação continuada.

Então como futura bibliotecária empreendedora tenho um grande desafio de mostrar que o bibliotecário deve está em todos os espaços contribuindo de forma positiva no contexto do empreendedorismo atual.

Texto adaptado

Fonte: http://www.papoarretado.com.br/post/106-bibliotecario-empreendedor.html

El papel del documentalista en la organización

Data de publicação: 14/12/2011

Por Papeles de Inteligencia

Hasta la fecha el papel del documentalista en la organización se ha limitando a la labor de búsqueda de información y almacenamiento de la misma con el objetivo de asistir a las necesidades puntuales de información que surgen en las organizaciones. Conforme aumenta la producción y el ritmo de publicaciones de todo tipo empezamos a notar que no es suficiente con la labor de búsqueda, sino que es necesario dirigir la información correcta a la gente precisa en el volumen adecuado dentro de las organizaciones. A la vez la difusión y comunicación de los contenidos identificados se esta volviendo mucho más necesaria. Esta necesidad ha contribuido al auge de de las redes sociales. Una indudable herramienta de comunicación pero del todo insuficiente para resolver el tratamiento y recuperación del flujo de informaciones que necesita una organización. Y es que la principal pega de las redes sociales esta en la imposibilidad de clasificar y recuperar la información de interés.

Al margen de todo esto, hoy son pocas las organizaciones que tienen un proceso de gestión del conocimiento correctamente diseñado, mantenido y gestionado. Algunas organizaciones cuentan con sistemas de conocimiento externo e interno como son el CRM, ERP´s y los sistemas de vigilancia estratégica pero siguen adoleciendo de falta de resultados y es que en estos años el control de la información es mas complejo y la mayoría siguen sin contar con el apoyo del documentalista o de alguien que haga sus funciones.

LA LABOR DEL DOCUMENTALISTA AL DESCUBIERTO

Cada día se hace más evidente que la función del documentalista esta íntimamente relacionada con la productividad de la organización, la innovación y por lo tanto de la capacidad de crear nuevos activos para la empresa. El documentalista por tanto esta llamado a convertirse en una pieza clave en las organizaciones.

Pero ¿por que? A mi modo de ver el mundo, es obvio que cada vez resulta más difícil generar nuevo conocimiento y convertirlo en un activo para la organización. Al margen de diseñar mantener y gestionar los sistemas de conocimiento interno y externo, el documentalista será la pieza clave para aumentar la productividad y sostener el proceso creativo de la innovación, ya que este actúa de filtro y llenando los gap´s de conocimiento de los distintos departamentos. De su acierto dependerá el trafico de informaciones, la materia prima del conocimiento. Lo que en definitiva se denomina el flujo de información creativo. Si estamos de acuerdo en que cuando dos personas comparten una idea cada una, ambas personas se van con dos ideas o más ideas, imagina lo que ocurre cuando se transmiten varias ideas y conceptos a muchas personas a la vez…

Por eso el documentalista al investigar, buscar, almacenar, comunicar y recuperar información pasa a ser el responsable y líder de las siguientes tareas de forma involuntaria:

  •     facilitar el conocimiento del entorno
  •     identificar nuevas tendencias y patrones en el mercado
  •     alimentar el proceso creativo de la organización
  •     estimular la innovación aplicada
  •     crear equipos de seguimiento y desarrollo de nuevas ideas
  •     traer nuevo conocimiento y fijar el existente en la organización
  •     difundir y comunicar el conocimiento generado

Tareas que hoy por hoy son claves!

Fonte: http://papelesdeinteligencia.com/el-papel-del-documentalista/